Museus, áreas externas de restaurantes e escolas de ensino médio de Portugal voltaram a abrir nesta segunda-feira, na segunda fase do plano de desconfinamento do país, que decretou uma quarentena estrita em 15 de janeiro, após um aumento de casos e mortes provocadas pela Covid-19 entre o final de 2020 e o início deste ano.

Depois da reabertura das escolas primárias em 15 de março, nesta segunda-feira foram os alunos do ensino médio que voltaram às salas de aula. Os demais setores que retomarem as atividades deverão seguir normas sanitárias rígidas.

Os encontros entre as pessoas estão limitados a quatro por mesa nos terraços de espaços públicos, e os museus terão de adaptar seus horários. Nas academias, as aulas coletivas ainda não estão autorizadas.

Mercados e feiras de rua, de acordo com o site português Diário de Notícia, poderão reabrir após liberação do presidente da Câmara Municipal de cada local.

— Esperamos receber poucos visitantes, já que não há turistas estrangeiros — explicou António Nunes Pereira, diretor do Palácio Nacional da Pena, na cidade turística de Sintra, a cerca de 30 km de Lisboa.

Segundo ele, haverá uma “verdadeira retomada” em meados de junho, quando “o processo de vacinação estiver mais avançado na Europa”, e as restrições de viagens forem reduzidas.

Outro medida restritiva que se mantém no país é a suspensão da entrada de voos procedentes do Brasil e do Reino Unido, prorrogada até o dia 15 de abril. A decisão visa conter a disseminação das variantes do coronavírus desenvolvidas nos respectivos países.

Muito menos afetado do que outros países europeus durante a primeira onda da pandemia, Portugal teve de enfrentar uma explosão de casos depois das festas de fim de ano. Os hospitais ficaram saturados, e o governo impôs um segundo confinamento geral em 15 de janeiro. Uma semana depois, as escolas foram fechadas.

Com a quarentena, a média móvel de sete dias de casos diários passou do pico de 12.478 em 26 de janeiro para 418 em 4 de abril, segundo o site Our World in Data, da Universidade de Oxford. Os registros diários de mortes caíram de uma média móvel de 290 em 1º de fevereiro para 6 em 4 de abril.

Fonte: O Globo