“O produto Porto, por mérito próprio, consegue atrair investimento, turistas, empresas e residentes estáveis”. A afirmação é de Luís Mesquita, responsável da CBRE no Porto, e resume da melhor forma o atual momento que vive o mercado imobiliário na cidade, e que se estende a outros concelhos da área metropolitana.

Depois de 2018 ter sido o melhor ano de sempre no imobiliário do Porto, as expetativas para 2019 são ainda melhores. Tanto no mercado residencial, onde a oferta de habitação nova é maior, como na componente turística, com a abertura de novas unidades hoteleiras, e nos serviços, com novos projetos de escritórios em fase de desenvolvimento e comercialização.

 

Preços na habitação com alguma margem de subida

Neste momento é visível o aumento significativo de novos empreendimentos de habitação, localizados um pouco por toda a cidade. Baixa, Foz, Marechal Gomes da Costa e Paranhos são algumas das zonas onde se encontram mais projetos em fase de comercialização. Parte destes projetos resultam da reabilitação de edifícios, contudo há também muitos empreendimentos de habitação nova em fase de construção.

Uma situação que vai permitir, em parte, colmatar a falta de habitação, especialmente nova, que se verificou nos últimos dois a três anos, mas que os profissionais consideram que não será suficiente para que os preços possam descer.

 

Dinamismo e atratividade vão manter-se

No estudo da CBRE “Perspetiva Imobiliária”, Luís Mesquita destaca que “apesar da escassez da oferta, a procura mantém-se robusta e os preços continuam a crescer”. Ou seja, “os proprietários estão satisfeitos e os fundamentos de mercado são sólidos, pelo que se antecipa que o dinamismo e a atratividade do Porto se mantenham”.

De acordo com o Sistema de Informação Residencial (SIR), no segundo trimestre de 2018, o preço médio das casas vendidas (novas e usadas) foi de 1.800 euros por metro quadrado (m2) na cidade do Porto, evidenciando um acréscimo de 22% face ao período homólogo.

Em empreendimentos exclusivos os preços pedidos são muito superiores, na ordem dos6.000 euros por m2 no Centro Histórico, 5.500 euros por m2 na Zona da Ribeira e 4.500 euros por m2 na Foz.

 

Mercado de escritórios com grande dinamismo

O crescimento do mercado de escritórios no Porto e concelhos vizinhos – Matosinhos, Maia e Gaia – é um caso paradigmático, registando um dinamismo sem precedentes e que se deve sobretudo à chegada de muitas empresas do setor tecnológico.

De acordo com os dados das consultoras imobiliárias a trabalhar este segmento, até setembro de 2018 foram ocupados 70.000 m2 em escritórios localizados na região do Porto, um patamar nunca antes registado. “O ‘pipeline’ previsto para 2019 é bastante mais significativo e excede os 100.000 m2, embora 25% do espaço esteja já comprometido”, destaca o estudo da CBRE.

 

Comércio premium em fase de afirmação

A renovação da Avenida dos Aliados vai permitir que finalmente esta zona se afirme como o coração da cidade, como aconteceu no passado. Isto, numa altura em que vários dos seus mais elegantes edifícios estão reabilitados e foram transformados em emblemáticos projetos de habitação, como é o caso do Aliados 107, ou em unidades hoteleiras de charme, como o Monumental Maison Albar, e mais recentemente o Pestana Porto – Goldsmith.

Em comum, os empreendimentos dispõem de um conjunto de lojas que dentro de poucos meses podem vir a receber várias marcas de luxo, em fase de negociação.

A juntar a estes edifícios, 2019 deve assistir à conclusão de dois outros projetos nesta avenida. Trata-se da abertura da nova unidade hoteleira Eurostares e da transformação do Palácio dos Correios em escritórios e lojas. Dois projetos desenvolvidos pelo grupo Ferreira e que vão tornar ainda mais atrativa a Baixa do Porto.

 

Fonte: Idealista News