Cargo para o qual foi eleito tem um mandato de três anos e não é remunerado.

Paulo Portas vai continuar ligado à internacionalização de empresas

Paulo Portas deixou a liderança do CDS-PP há dias, mas não saiu de cena. O ex-vice-primeiro-ministro assumiu nesta quarta-feira a vice-presidência da Câmara de Comércio, cargo para o qual foi eleito por um período de três anos.

Na Câmara do Comércio, liderada por Bruno Bobone, Portas vai continuar ligado a uma das áreas que teve na sua alçada no anterior Governo – a diplomacia económica. A sua eleição foi confirmada pela Câmara do Comércio, que em comunicado anunciou nesta quarta-feira a composição dos órgãos sociais para o mandato que vai de 2016 a 2018.

O papel que vai ter na associação empresarial é uma das “diversas componentes” da “nova etapa de vida” de Portas, ao fim de 16 anos na liderança do CDS. É o próprio que o diz, referindo-se no comunicado da Câmara do Comércio às novas funções como “uma forma muito útil de continuar a ajudar a internacionalização das empresas e o sector exportador”.

“A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa é uma instituição muito respeitada e credível cujo trabalho prático, a favor das empresas portuguesas, pude testemunhar ao longo da minha experiência governativa em grande medida centrada na diplomacia económica e na promoção externa de Portugal. Destaco em especial a qualidade do trabalho feito nesta casa junto das Câmaras de Comércio portuguesas em todo o mundo”, salienta o ex-vice-primeiro-ministro e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.

A escolha de Portas, sublinhou também Bruno Bobone, “significa, em primeiro lugar, que é sua intenção continuar a contribuir activamente para o desenvolvimento económico de Portugal e, muito especialmente, para o crescimento da sua internacionalização”.

Ao lado de Portas, também como vice-presidente da direcção, está o advogado José Miguel Júdice.

Os vogais são seis: o ex-presidente da PT Miguel Horta e Costa (membro da comissão executiva da Haitong, ex-BESI), Pedro Rocha e Melo (vice-presidente da Brisa), Nuno Fernandes Thomaz (vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos), João Lúcio da Costa Lopes, Pierre Debourdeau (sócio-gerente da Eurogroup Consulting Portugal) e João Calos Ferreira de Lima (consultor).

Fonte: Público