Rapid-ice

 

Bom, é só entrar numa academia de ginástica ou num bar descolado do Rio ou São Paulo, por exemplo, para constatar que as mães mudaram muito… Sobretudo na sua relação com o vinho.

D’antanho (pra ficar no clima), os filhos ofereciam um almoço nesse dia fora de casa, regado a vinho rosé (!) ou, os mais abastados, ofereciam uma bela garrafa de vinho do Porto.

Hoje a mulher entrou pra valer no mundo do vinho — e não só como exigente consumidora, mas como distribuidora, Relações Públicas de vinícolas, produtoras, importadoras e exportadoras — e a MÃE não vai se contentar com essas gracinhas…

Então, que tal (por exemplos)

 

Decanter

decanter musical

Os apreciadores de vinhos não podem deixar de fazê-los respirar num desses decanters “de filme”, porque além do charme, a decantação faz o líquido ser oxigenado por igual. Antigamente, havia uma segunda função muito importante: “identificar” alguma sujidade – rolha, borra – a ser filtrada antes de ser servido o precioso néctar. Hoje a maioria dos vinhos são filtrados antes do engarrafamento.

 

Termômetro/“rapid-ice”
Há vários tipos: o anel em torno da garrafa, o clássico que parece para “febre” e um high-tech que é manipulado como um radiologista aciona o ultrassom.

E, na outra ponta, o rapid-ice para manter a garrafa na temperatura conveniente.

 

Adegas domésticas
Enófila que é enófila não guarda vinho numa prateleira de madeira na despensa, nem num “xadrezinho” de arame num canto da sala, embaixo da televisão.  E muito menos em armários fechados, junto com pratos… (horror!)

Que gosta de vinho e tem um mínimo de brio, adquire uma adega climatizada. Pode ser para apenas 6 garrafas ou, num crescendo, para 16, ou 25, 40, 48, 72 e 90. Mais do que isso, ou é o Maluf, ou o Boni, ou é restaurante, enoteca, etc.

adega para 48

 

 

Audiovisuais (para os menos abastados … mas criativos)
Vale tudo: papéis de de parede, guardanapos, CDs com músicas para se ouvir enquanto se bebe, tudo com motivos eno-simbólicos, como ninfas, Bacos, fontes em meio às vinhas, suaves ruídos de “glug-glug”, tilintar de taças, etc.

 

            

 

 

Ou até uma rápida aula.

Finalmente e (sugestão deste blog) : sente(m)-se ao lado da Mãe, uma taça na mão (mas Atenção: você, filha ou filho, têm que ser no máximo, o centro das desatenções). A estrela da festa é a Genitora.

E é muito, muito bom ter mãe viva — fisicamente ou na lembrança!

 

Por Reinaldo Paes Barreto