A primeira vez que ouvi essa expressão foi em uma palestra do Marcos Troyjo, em São Paulo, na FAAP, por volta de 2010, talvez. Ele era, então meu colega na Gazeta Mercantil e, depois, no Jornal do Brasil, sempre brilhante, sempre antenado.

O conceito “bateu”mas não pensei muito mais a respeito, na ocasião. Mas recentemente, fui pesquisar a teste desse pensador e economista austríaco, Joseph Shumpeter, um dos cientistas políticas de referência da primeira metade do século XX, e me assombrei com a sua visão de velocidade das transformações. Velocidade que em certos casos atinge a vertigem!

Um avião rompendo a barreira do som

Há, inclusive, circulando na internet, um vídeo abrangendo apenas os últimos 10 anos, com alguns seguintes exemplos de destruição (criativa) — total ou parcial – de antigos serviços por novos mecanismos de viver:

  • Spotfire X gravadoras;
  • Netflix X locadoras de filmes (DVS e antecessores);
  • com (Decolar.com) X agências de viagens;
  • Google X páginas amarelas, guias de viagens, dicionários, enciclopédias (professores particulares, revistas Quatro Rodas…);
  • Google Photoes X álbuns de viagens, caixas de sapatos com retratos…);
  • E-mails X correios (telegramas, cartas, convites impressos, “santinhos”, etc, etc)
  • WhatsApp X operadoras de telefonia:
  • Mídias Sociais X anúncios de jornais – classificados (inclusive chamadas para missas, bodas, etc);

9)Youtube X Tvs abertas (nem pensar em slides/super8…)

10) Facebook, Instagram e Twitter X diários íntimos, (de novo: álbuns de fotos), programas de notícias (rádio e tv com horários fixos), profissionais de RP, assessores de imprensa, cartas dos leitores…

Obviamente que não necessariamente uma nova descoberta aniquila totalmente a anterior e que essa lista não se esgota nem no “inventário” acima, nem nessas linhas.

Aparelhos de imagem hospitalar

E nem relacionamos os avanços da medicina tanto na área do conhecimento/prevenção/diagnósticos/vacinas, quanto dos equipamentos e instrumentalização (o que serve para odontologia, veterinária, etc). Bem como, na área do dinheiro, desde as trocas de caça e pesca por sal (salário), chegando às moedas cunhadas à marteladas, no século VII a.C, com desenhos de rebanho – donde “pecus” – pecuniário — passando pelos valores em papel, guardados primeiro nas fazendas (donde o antigo nome do respectivo ministério), depois nos bancos e, já, já,  voando de uma conta à outra pelos novos serviços PIX, de pagamentos e transferências, tudo, tudo, está em aceleração Mach3…

Para encerrar este breve “obituário x berçário” , na área do vinho é um “susto” atrás do outro: primeiro, um espumante inglês ganhou de um francês num concurso … em Paris (Nyetimber`s Classic Cuvée 2003, produzido em Sussex); depois, a África do Sul conseguiu reduzir o peso das garrafas de 750ml; a seguir, notícias de que países como o Egito, a Holanda, o Peru, o México (além, do Vale do São Francisco, no Brasil) são algumas das novidades produtoras.

Chinesa num wine bar

E para remate, “bomba, bomba, bomba” como dizia o Ibrahim Sued: a  China já é o 4’país consumidor e o 7`produtor mundial de vinhos,  sendo que a maior produtora é a Silver Heights que elabora este Cabernet Sauvingon desde 2009). Isso sim é que é vacina …

Garrafa de vinho chinês

Ou seja, e para finalizar com o clichê que está na moda, temos que nos reinventar a cada dia, não porque atrás vem gente. Mas porque já tem muita gente … na frente!

Por Reinaldo Paes Barreto